Boas Práticas Gerais

Tipo de Aplicação Recomendada

Na grande maioria das situações e contextos de disponibilização de aplicações móveis pelos serviços públicos, recomendamos a utilização de uma aplicação web progressiva, que para o utilizador, é essencialmente um web site acedido através do navegador do dispositivo.

Como referido anteriormente o processo de desenvolvimento é menos dispendioso e é mais fácil melhorar e manter uma aplicação web, comparativamente com aplicações móveis nativas ou híbridas. Por outro lado, também se consegue mais facilmente oferecer ao utilizador uma experiência mais consistente, sendo indiferente a forma como acedem ao serviço.

No entanto podem existir alguns casos em que uma aplicação web progressiva não é a melhor solução para as necessidades dos serviços a disponibilizar na aplicação. Nos pontos seguintes iremos detalhar estas situações.

Quando optar por aplicações nativas ou híbridas

Há situações em que uma aplicação nativa ou híbrida é a única solução como por exemplo:

  • O utilizador necessita de recolher e guardar dados, mas não lhe é possível ter uma ligação de Internet que seja estável, sendo necessário o funcionamento em modo offline, e uma PWA não é opção.
  • O serviço só funciona se tiver uma iteração constante no dispositivo do utilizador, por exemplo, aplicações de fitness e saúde.

Outra situação, em que poderá fazer sentido utilizar uma aplicação nativa, será quando a mesma só necessita de funcionar num dispositivo. Exemplos práticos:

  • Todos os utilizadores utilizam o mesmo dispositivo padrão departamental.
  • Usar uma capacidade específica do dispositivo.

Salvo exceções do tipo das acima referidas, é bastante difícil justificar a opção de aplicações híbridas/nativas no desenvolvimento de uma aplicação, para disponibilização de um serviço, para o cidadão comum. Ainda assim, será necessário seguir boas práticas gerais e boas práticas de serviço.

Se está limitado por funcionalidades do dispositivo

Se a sua aplicação nativa requer uma funcionalidade que se encontra disponível num pequeno grupo de dispositivos, então terá que apresentar a aplicação como progressive enhancement.

Nesta situação, apresentamos a aplicação aos utilizadores que possuem esses dispositivos, uma vez que é a forma mais fácil de completarem a sua tarefa. Mesmo assim, será necessário, apresentar aos restantes utilizadores que não possuem estes dispositivos, com uma forma simples de conseguirem completar as suas tarefas.

Quando evitar aplicações nativas ou híbridas

Como referido anteriormente, as aplicações nativas ou híbridas não são a melhor forma de disponibilizar serviços. É mais simples e menos dispendioso disponibilizar um website responsivo. Um site responsivo, desenvolvido utilizando boas práticas web, funciona em todos os navegadores e dispositivos móveis.

Ao construir uma aplicação nativa ou híbrida, será necessário suportar todos os sistemas operativos para os dispositivos móveis mais utlizados nas localizações alvo da aplicação. Isto pode tornar-se muito dispendioso quer na construção quer na manutenção das aplicações.

Tipicamente, existem outras abordagens possíveis, para ultrapassar algumas das limitações das aplicações web, do que desenvolver uma aplicação nativa ou híbrida, como as já referidas aplicações web progressivas.

Explore sempre as alternativas possíveis antes de decidir desenvolver aplicações nativas ou híbridas – e só o faça se não encontrar outra forma de ir ao encontro das necessidades do utilizador.